Entrevista a João Barreiros

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Para quem ainda não sabe onde está, este blogue pretende reunir uma série de críticas que o João Barreiros faz na sua página, críticas que Cristina Alves (eu) transcreve (muito raramente por causa do tempo apertado) para aqui.  Sim, é muito estranho falar de mim na terceira pessoa, mas era só para fornecer o enquadramento. Tão interessante quanto ler as críticas de João Barreiros é ouvi-lo falar e por isso aproveitei o programa de rádio na Voz online para falar com João Barreiros de outros tempos.

João Barreiros leitor e escritor

João Barreiros editor

 

 

 

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Homme qui tua Lucky Luke

l'homme

 

Apareceu por cá esta bd que eu hoje rapidamente adquiri. O álbum tem um tamanho maior do que o habitual, os desenhos são divertidos, e parece ser uma hommage e revesitação adulta ao universo criado pelo incomparável Morris. É para comprar, pimpolhitos…

08-05-2016 19:39

 

The Loney

the loney

 

Este romance extraordinário sobre o modo como podemos ser corrompidos pelas instâncias da fé, encontra-se à venda na FNAC do Chiado. Já várias vezes, tanto eu como a Cristina Alves, nos referimos a ele, como sendo um dos melhores romances de quiet horror dos últimos anos. Quem não correr a comprá-lo é nhónhó!

É o horror que não é gore. Funciona mais pela sugestão do que pelas tripas explícitas. A paisagem é angustiante. O dilema final, terrível. Quantas vezes, noutros lados, o monstro, enfim visível, nos desilude. Aqui não há monstros. Mas o sentimento de culpa pode realmente ser monstruoso.

 

Sharp Ends

sharp ends

 

Atenção, pequenotes, atenção, eis que chegou um novo Abercrombie. Perspectivas disto ser traduzido em português? Népia. Não se esqueçam que, por cá, só apareceu a primeira trilogia. Os outros 3, passados no mesmo universo, ficaram no tinteiro. E isto porquê? Ora, porque não são juveniles e a escrita é demasiado complexa para poder ser assimilada pelos frágeis espíritos dos pirralhitos mais sensíveis. Mas nós, que os temos no sítio, toca lá a correr comprar o dito.

E estão a ver a capa? Nada de fotoshops com Princesas Guerreiras adolescentes ou heróis encapuzados. Nos livros do Abercrombie toda a gente é filha da mãe. Não é necessário pôr meninas desnudas nas capas para fazer vender o livro.

O arco narrativo abrange os seis livros anteriores. Ainda aqui podemos ver as aventuras do Inquiridor Glokta ainda com os dentes todos. E o Ninefingers tb aparece. Digamos que, através de uma série de contos hiperquinéticos, podemos observar o que se passou nos “bastidores” dos outros romances. Porém, se se quiserem iniciar no universo do Abercrombie e mandar às das Vilas Diogo o procrastinador Martin, não se recomenda que comecem por aqui. A grande piada deste livro é descobrir a história de todos os infelizes a quem aconteceram coisas horríveis nos anteriores volumes.